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Conversas não programadas

Conversas

Orador: Fernando Seabra Santos, Universidade de Coimbra

Tema: Diques e dicas: Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026

Data: Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Horário: 18h00 - 19h00

Preço: Entrada livre, sem necessidade de inscrição prévia

Diques e dicas: Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026 | Fernando Seabra Santos

Há temas que é necessário debater e há protagonistas a que urge dar voz, para lá dos diferentes ciclos de conversas que o UC Exploratório assume periodicamente, quatro neste momento e com diferentes parceiros. Temos, assim, as Conversas não Programadas, um ciclo que retomamos com o objetivo de ouvir diferentes personalidades em diversas áreas relevantes para o conhecimento e a dinâmica social.


O retomar do ciclo Conversas não Programadas acontece a 23 de abril, quinta-feira, entre as 18h00 e as 19h00, com Fernando Seabra Santos, professor catedrático aposentado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), de que foi Vice-Reitor e Reitor, no período entre 1998 e 2011, com um currículo e uma intervenção académica, técnica, cívica e cultural amplamente reconhecida.


O tema que estará em debate numa conversa aberta a todos os interessados, Diques e dicas: Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026, vai permitir analisar o desempenho das barragens da Aguieira, da Raiva e de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia, a eventual otimização dos seus regimes de exploração para reforço da proteção das populações e das áreas urbanas, bem como a resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto.

 

Para além destes temas, estarão igualmente em análise as inundações verificadas no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho, refletindo sobre a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre possíveis soluções para minimizar impactos futuros.

 

Nesta sessão, Fernando Seabra Santos abordará ainda a pertinência de novas soluções estruturais para a bacia do Mondego, incluindo a eventual reavaliação de projetos e da estratégia global de intervenção neste território.

 

Num contexto marcado pela maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, esta iniciativa pretende promover um momento de reflexão cientificamente informada sobre as cheias do Mondego, em torno da identificação de soluções que reforcem a proteção do território e das populações.


São muitas e pertinentes as perguntas que se colocam: As barragens (Aguieira, Raiva e Fronhas) têm cumprido o seu papel de proteção contra cheias? De que forma se pode aumentar a sua eficiência? De que forma poderemos minimizar a inundação do Parque Verde e do Choupalinho? Os diques do Mondego têm rompido para caudais inferiores aos caudais de projeto? É possível conseguir que eles continuem a resistir mesmo para caudais superiores aos de projeto? É necessário Girabolhos? É necessário repensar toda a estratégia da obra? O que fazer no futuro?

 

Venha conversar sobre o que quer saber sobre as cheias do Mondego e não ousa perguntar!



Nota biográfica

Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra (1977), concluiu em 1985 o Doutoramento de Estado na Universidade de Grenoble, na área de Oceanografia Física. Fernando Seabra Santos é Professor Catedrático da FCTUC desde 1998, tendo lecionado igualmente na Universidade de Grenoble, no Departamento de Física da Universidade de Lisboa e na Universidade de Brasília.


Em novembro de 2012 criou a empresa Friday - Ciência e Engenharia do Lazer, SA, da qual foi CEO até dezembro de 2020, com o objetivo de conceber, projetar, construir e comercializar dispositivos náuticos com uma elevada componente de tecnologia e inovação.


Em 2020, esta empresa foi considerada Leading Specialists in Floating Home Design - Europe pela revista alemã BUILD. Concebeu e projetou uma família de pequenos submarinos tripulados, estando atualmente a colaborar com a SEAPOWER, enquanto autor do projeto e supervisor, na construção de um primeiro protótipo para quatro tripulantes e missões de até 12 horas de duração e 300 metros de profundidade.

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