

Público geral: A partir dos 3 anos
Horário: Terça-feira a domingo, 10h00-13h00 | 14h00-18h00
Local: UC Exploratório
Parceria: Fundação "la caixa"| BPI
Idiomas: Português, espanhol e inglês
Acessível a pessoas com mobilidade reduzida
Preço: Consulte aqui | Clientes BPI Grupo CaixaBank têm acesso gratuito
Espelhos - Dentro e fora da realidade é a nova exposição central do UC Exploratório - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, já aberta ao público, de novo no âmbito do acordo global de colaboração estabelecido com a Fundação ”la Caixa” | BPI.
A exposição Espelhos - Dentro e fora da realidade convida a explorar a realidade que há "dentro" e "fora" destes objetos do nosso quotidiano, numa proposta surpreendente para todos os públicos, combinando de forma fascinante a arte, a matemática e a luz.
Quem se aventurará a atravessar para o outro lado do espelho, como fez Alice no clássico de Lewis Carroll?
Dentro do espelho: experimentar e compreender
Tal como Alice, o visitante é convidado a atravessar um espelho e descobrir o que está do outro lado. A exposição começa com uma instalação de espelhos deformantes que desafia a perceção e questiona a relação entre realidade e imagem, destacando a importância da dúvida no pensamento científico.
Ao longo de todo o percurso, é possível explorar diferentes tipos de espelhos, planos, curvos e caleidoscópicos, bem como compreender conceitos fundamentais da reflexão da luz.
A lei da reflexão estabelece que o ângulo de incidência de um raio de luz é igual ao ângulo de reflexão. Nos espelhos planos, a imagem forma-se a uma distância igual à do objeto, mas com inversão lateral. Quando combinamos vários espelhos em diferentes ângulos, surgem efeitos visuais surpreendentes que evidenciam relações matemáticas e geométricas.
A geometria assume aqui um papel central, com a criação de eixos de simetria que multiplicam as imagens. Quanto menor o ângulo entre espelhos, maior o número de imagens geradas. Nos caleidoscópios, esta lógica leva a padrões visuais quase infinitos, proporcionando experiências imersivas que exploram a perceção visual.
Os espelhos curvos – côncavos e convexos – introduzem novas propriedades, fundamentais para a ótica e para a criação de lentes. Permitem obter imagens ampliadas ou reduzidas, com aplicações práticas no dia a dia e em diferentes área da ciência.
A exposição apresenta ainda exemplos de anamorfoses, imagens distorcidas que só podem ser corretamente interpretadas a partir de um ponto de vista específico, uma técnica utilizada ao longo da história da arte.
Espelhos e luz: aplicações científicas e tecnológicas
Do outro lado do espelho encontramos a luz. Sem ela, não poderíamos ver a realidade que nos rodeia, nem os espelhos fariam sentido. A luz é composta por fotões, que se comportam simultaneamente como ondas e partículas quando interagem com a matéria, transportando energia e informação.
Graças aos espelhos é possível controlar e direcionar a luz para diversas aplicações, como aquecer, iluminar, medir, navegar ou até explorar o espaço. Alguns módulos da exposição mostram como é possível conduzir a luz e levá-la a locais específicos, recriando, por exemplo, sistemas semelhantes aos que terão sido usados para iluminar espaços sem luz natural. É possível, por exemplo, imitar o sol e levar a sua luz a povoações situadas em vales escuros onde ela não chega durante os meses de inverno. Alguns módulos propõe-nos ainda a experimentar com diferentes tipos de reflexões.
Os espelhos e a chegada à Lua Outra aplicação dos espelhos para direcionar a luz são os retrorrefletores, sistemas que têm a capacidade de devolver a luz exatamente à sua fonte de origem, na mesma direção, mas em sentido contrário. São utilizados, por exemplo, como refletores em bicicletas ou em materiais refletivos, permitindo maior visibilidade no escuro.
Ao longo da história, a humanidade procurou desenvolver instrumentos que permitissem compreender melhor o seu lugar na Terra e explorar o universo. Nesse contexto, os astronautas das missões Apollo 11, Apollo 14 e Apollo 15 utilizaram retrorrefletores para medir com precisão a distância entre a Terra e a Lua e analisar variações nas suas posições relativas. |
Caçadores de luz: os telescópios A exposição destaca também o papel dos telescópios, instrumentos fundamentais para a exploração do espaço. Equipamentos como o telescópio Hubble ou o James Webb utilizam espelhos para captar luz proveniente de objetos muito distantes.
Como a luz demora tempo a viajar, observar o universo é também olhar para o passado. O telescópio espacial James Webb, o mais avançado alguma vez lançado, permite observar imagens inéditas do cosmos, abrindo uma nova era na astronomia. |
A luz invisível Nem toda a luz é visível. A radiação infravermelha, por exemplo, transporta energia térmica e não pode ser detetada pelo olho humano. A exposição inclui experiências que permitem compreender este fenómeno e explorar as suas aplicações em áreas como a comunicação, a indústria ou a saúde. |
